Mostrar mensagens com a etiqueta Evasões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Evasões. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 30 de maio de 2008

De partida

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas...
Que já têm a forma do nosso corpo...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares...

Fernando Pessoa

Vou…mas volto!

PS – Vou para a ilha dos ventos fortes e das praias com sabor a deserto: Fuerteventura.

domingo, 11 de maio de 2008

Vícios

Cada vez estou mais viciada nestas caminhadas em que participo. Permitem-me por algumas horas esquecer-me de tudo o resto, concentrada apenas nas paisagens deslumbrantes que tenho à minha frente e no cuidado em colocar os pés. Os músculos esses já sei que vão reivindicar alguma atenção nos dias seguintes, mas a sensação de bem-estar é tão boa que as dores no corpo são rapidamente esquecidas.

Desta vez, apesar do tempo farrusco e alguma chuva, decidimos participar à mesma na aventura proposta. Destino: Arrábida.

O plano inicial era fazer a travessia da serra, mas constrangimentos de última hora encurtaram a aventura e “apenas” fizemos a subida e descida de meia encosta. Já estava a preparada mentalmente para levar uma grande tareia a nível físico por isso quando o percurso terminou fiquei com aquela sensação de querer ainda mais e com pena de já ter acabado.

Tendo já feito anteriormente parte do caminho mas de noite e com o tempo de hoje a não permitir que desfrutasse da paisagem em pleno, a Arrábida merece sem dúvida uma nova tentativa.

Enquanto essa nova aventura não chega, deixo-vos um cheirinho do dia de hoje, que terminou na praia defronte da Anicha, a minha praia preferida, com um belo peixinho grelhado, óptima companhia e umas belas gargalhadas.





Em cima: vista da Serra da Arrábida a meio da descida da vertente

Em cima: vista da estrada
Em cima: pedra da Anicha (Praia do Creiro)
(fotos de Maganita e Gaijo, Maio de 2008)

domingo, 9 de março de 2008

In concert

Ontem regressei por algumas horas à minha adolescência. Partilhei o espaço com uma miríade de formas de estar no mundo, umas próximas de mim, outras nem tanto, mas saudei sobretudo a multiplicidade de estilos. Não deixa de ser curioso que uma banda tão controversa no passado tenha tido o condão de conseguir juntar uma grande tal diversidade de espectadores, de várias gerações, de vários géneros e formas de sentir o mundo, numa atmosfera intimista que não deixou ninguém de fora.

Gostei do espectáculo. Gostei do ambiente. Gostei de viajar ao passado. Gostei sobretudo de ter lá estado.

domingo, 2 de março de 2008

Momentos meus II

Hoje fui mar turquesa por entre enseadas desertas,
Voei com as gaivotas sobre os penhascos,
Fui raio de sol que enxugou o orvalho da manhã.

Hoje fui caminho verdejante, água de nascente e brisa matinal varrendo a escarpa.
Fui gargalhada espontânea, frio na barriga e adrenalina no sangue.
Desci penhascos abruptos e subi encostas íngremes, passei por ribeiras em barrancos e charcos nos trilhos.
Colhi mil fragrâncias e cores, abracei os primeiros sinais da Primavera.
Hoje fui contemplação, abstracção e apaziguamento.

Hoje fui tanta coisa... Por muito que queira traduzir em palavras, há momentos assim, que são irreproduzíveis. Preenchem-me por completo, são singelos, únicos e no entanto não cabem nas palavras que escrevo.
São momentos de plenitude. Não tenho muitos, mas hoje sinto que tive tudo.






Percurso Meco - Cabo Espichel

(Fotos de Maganita e gaijo)

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Um dia perfeito

Um dia perfeito é aquele em que não custa levantar pela manhã, em que me antecedo ao despertador ou cujo toque lembra apenas que existem outros prazeres à minha espera.

Um dia perfeito é aquele em que reunimos um grupo de amigos e vamos juntos partilhar um momento de convívio e umas boas gargalhadas, sem ter o tempo como baliza.

Um dia perfeito é aquele em que faço uma actividade que me dá prazer, ultrapasso aquelas que julgo serem as minhas limitações e desfruto do que a natureza tem para me dar na sua plenitude.

Um dia perfeito é aquele em que damos inicio a um novo projecto, quiçá um novo esboço de vida e cujos os primeiros passos estão agora a ser dados.

Um dia perfeito é aquele em que depois de uma longa caminhada à chuva e de muita lama, me delicio num longo banho quente, sem hora para terminar

Um dia perfeito é aquele em que me deleito a trocar impressões contigo, recordo os momentos de humor de mais uma aventura, leio as linhas de expressão da tua cara e vejo-te feliz.

Um dia perfeito é aquele que termina connosco enroscados à frente da lareira, com a alma leve e feliz e confiança plena no futuro.

Hoje foi um dia perfeito…

(foto em www.olhares.com)

domingo, 13 de janeiro de 2008

Domingo de Inverno

O tempo está feio. O vento uiva ao passar por debaixo da persiana fechada. As luzes lá fora estão acesas, apesar de ser meio da tarde. A estrada está molhada e as goteiras pingam copiosamente. Apetece-me enroscar debaixo de uma manta e começar a ler um livro. Até já o tenho seleccionado e está em destaque sobre a mesa da sala, como que a lembrar-me desse velho compromisso assumido há já algumas largas semanas.
No entanto aqui estou, presa ao teclado. Apetece-me libertar pensamentos em vez de beber os dos outros. Como que a degustar o prazer de ter todas as tarefas feitas e ser dona do meu tempo. Por inteiro. Sem pausas ou interrupções.
Bom, na verdade ainda tenho algumas por fazer, mas não me apetece. E estava a falar do tempo. E este tempo melancólico fez-me remeter para outras épocas, outras distracções, outras viagens. Espaços de tempo em que me evadi da minha realidade, do meu quotidiano, em que contactei com outras formas de estar e de viver. Gostava de poder viajar mais, sair mais desta rotina. Mas enquanto não o posso fazer, vou aproveitando estas tardes de Inverno em que sou dona do tempo para me evadir por aqueles sítios onde já estive e durante algum tempo fiz parte dessa mesma paisagem.
Como aqui, num outro Domingo distante…

(Em Furka, Suiça, Abril de 2004)

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Pergunta

Sabem quem vai ver The Cure?
Sabem?
Sabem?

Ah pois é!!

(Tinha de partilhar isto)

domingo, 4 de novembro de 2007

Carpe Diem

Um dia que vale a pena...

É aquele que, antecipando-se ao despertador, começa com uma conversa entre almofadas e cobertores, espantando calmamente a preguiça.

É aquele em que tomamos o pequeno-almoço na companhia de alguns amigos.

É aquele em que somos presenteados com uma manhã plena de luz, sons e cor. Aqui e ali uma vista magnifica irrompe a arriba e a costa se revela em todo o seu esplendor. Da Cova do Vapor ao Cabo Espichel, tudo o que a vista alcança é guardado na memória, tendo por moldura um belíssimo passeio matinal por trilhos até então desconhecidos para mim.

É aquele em que me sinto em casa, numa casa que não é a minha e me delicio com um almoço improvisado temperado com muita simpatia.

É aquele em que recebo carícias do sol, numa esplanada à beira-mar, troco ideias, bebo conversas e colho bons momentos.

É aquele em que ao regresso o sol ilumina de laranja apenas os prédios mais altos da capital enquanto me despeço da outra margem, uma margem que durante muitos anos neguei afecto ou interesse, mas que cada vez mais faz parte da minha vida em muitas das suas vertentes.

É aquele em que finalmente me enrosco no sofá com a sensação de ter tido um belo dia, um dia que apaga a ausência daquilo que persigo e que ainda não alcancei.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Passatempos


Nunca tive nada que considerasse que fosse um hobby verdadeiramente. Tive fases em que estava entusiasmada com alguma coisa.

Passei pela fase dos puzzles. Montei 2 grandes e quando cheguei ao terceiro descobri que faltavam muitas peças o entusiasmo acabou por esmorecer.

Tive a fase do ponto cruz. Antes de conseguir iniciar a minha vida profissional, as finanças estavam numa lástima e a solução para as minhas ofertas de Natal foram uns saquinhos para colocar o pout-porri com o bordado a ponto cruz. Gostei de fazer, para além de terem sido umas prendinhas personalizadas, mas a verdade é que não voltei a pegar na linha e na agulha.

Depois tive (e ainda tenho) a fase out-door, com muitas caminhadas e pedrestres. Ainda gosto muito de fazer, mas este ano a chuva tem inviabilizado muitas das minhas saídas, para além de ser algo que eu não possa fazer á noite quando me apetece (ou seja, quando chego a casa).

Sem esquecer a passagem pela pós graduação, feita à custa de muito entusiasmo, muito café e poucos horas de sono, mas acabei por encarar como um hobbie porque a fiz pela vontade de aprender, de regressar aos bancos de faculdade, sem imposições externas.

Mas agora sinto necessidade de encontrar algo que preencha algum do (pouco) tempo que vou arranjando. Preciso de sentir que estou a construir algo que nasça das minhas próprias mãos. A relação com as outras vertentes da minha vida é bastante óbvia, mas ando a precisar de encontrar algo que funcione como espaço ou momento de evasão…
Ando a namorar vários livros mas, lá está, falta aquela componente da criação de algo, de sentir prazer em ver algo avançar ao ritmo do meu empenho…

Aceitam-se sugestões…
(foto de Claudia Barbosa www.olhares.com)

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Excesso de carga

Recebemos instruções da torre de controlo para adiar esta viagem…parece que temos excesso de bagagem…Pelo menos chegámos a fazer o check-in, o que considero um passo em frente. Mas com esta agitação nos aeroportos, aconselharam-nos a reservar bilhete lá para Outubro…
Não faz mal…eu gosto do Outono…

Quanto ao meu cantinho especial, chama-se Valada, fica no concelho do Cartaxo, logo a seguir a Reguengo, em plena lezíria ribetejana e nas margens do Tejo. Tem uma pequena praia fluvial onde se pode simplesmente ficar a contemplar as águas e um enorme dique de protecção que abraça a aldeia e em cima do qual podemos dar passeios maravilhosos ao entardecer.
Tantas vezes submersa e no entanto é senhora de uma paisagem tão bela. A lembrar que a Natureza tem caprichos que o homem consegue vencer.

sábado, 18 de agosto de 2007

Pequenos entretantos

Às vezes é assim…sai-se sem destino, sem objectivo determinado e sem se fazer anunciar somos contemplados com um momento sereno, recheado de paz interior que acontece porque faz sentido acontecer. Não é programado, não é delineado, acontece e nós deixamos simplesmente que ele ocorra.
E torna-se especial por isso.
Talvez porque vivendo numa altura em que a agenda assume muitas das rédeas da minha liberdade, ser presenteada com um momento de evasão não planeada afigura-se a algo que merece ficar perpetuado no meu baú dos bons momentos.
Uma tarde passada num local que me é muito especial. Descoberto por acaso há uns anos durante uma saída de campo da faculdade. Especial porque me identifico com ele, pela sua calma, tranquilidade, pelo verde bordejante dos salgueiros nas margens, pela pacatez dos seus habitantes…enfim, porque me faz sentir bem comigo e com a vida.
E porque me faz lembrar que existe sempre um amanhã…que pode ser ainda mais bonito que o hoje.


(Foto de Maganita, Valada, Agosto 2007)