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terça-feira, 17 de junho de 2008

Férias parte II - Por terras do sul

O sul do país é a minha segunda casa. Lá tenho amigos e família, o calor dos afectos e as memórias sempre presentes. É a minha segunda casa, o meu porto de abrigo. Mesmo agora, a fim de tantos anos e de tanto tempo aqui passados, consigo ainda descobrir recantos e paisagens que me preenchem, que me surpreendem e me fazem sentir que vale sempre a pena voltar.

Desta vez fizemos uma pequena paragem em terras alentejanas para passar uns dias com amigos. E apesar dos anos, os sentimentos de amizade permanecem inalterados, as velhas piadas ditas até à exaustão na adolescência continuam a ter o mesmo eco e agora com tantos anos em cima sabem ainda melhor.

Depois foi o prosseguir viagem ainda mais para sul, até à parte serrana mesmo antes do barrocal algarvio. Lá onde o tempo perdeu as horas e eu me encontro tantas vezes. Foi tempo das caminhadas na praia, dos banhos de sol e de mar, dos almoços no mesmo restaurante de sempre ao fundo da rua, das sestas ao inicio da tarde e dos petiscos ao entardecer, das idas ao cinema, dos passeios a pé até ao café, do carinho familiar celebrado sem cerimónia, das conversas sem fim e até de re-encontros inesperados. De todas aquelas pequenas coisas que aqui não sabem a rotina embora se repitam ao longo dos dias que por aqui passamos, mas a férias no sentido mais relaxado do termo.

Desta vez não vos trago relatos de caminhadas. O tempo esteve muito quente para o fazermos. Não houve caminhadas mas deixo aqui a (re) descoberta de uma praia que para mim é uma das mais belas de Portugal. Com uma língua de areia de vários quilómetros onde a natureza se encontra em estado quase puro, acessível apenas de barco, com águas transparentes e quentes e que conserva ainda um certo carácter familiar presente nas artes de marisqueio que ainda se observam. Um mar de areia pejado de conchas de todos os tamanhos e cores que me fizeram reviver as memórias de menina em que chegava a casa com o balde da praia apinhado delas. Hoje o balde desapareceu mas as recordações permanecem. Olho para a cesta da fruta, agora cheia das conchas apanhadas há poucos dias e não posso deixar de sorrir…

Há coisas que nunca mudam…


Fotos do Gaijo, Ilha da Armona, Junho de 2008

Volto em breve...

sexta-feira, 30 de maio de 2008

De partida

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas...
Que já têm a forma do nosso corpo...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares...

Fernando Pessoa

Vou…mas volto!

PS – Vou para a ilha dos ventos fortes e das praias com sabor a deserto: Fuerteventura.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Férias – Parte I

Tenho uma amiga que me diz: Mas tu estás sempre de férias!
Na realidade tenho apenas 2 períodos de férias mas são sempre tão festejados/ansiados/relembrados/vividos que nunca ninguém acredita que vou apenas uma ou duas vezes de férias no ano. Independentemente do sítio, faço sempre uma grande festa à volta dos preparativos.

Este ano não foi fácil decidir para onde ir. Ou qual a vertente a privilegiar. Mas após várias semanas de aturada e salutar discussão de ideias à medida da bolsa, resolvemos levar a indecisão connosco e fazer férias tripartidas, já que vão ser 3 semanas (uma maluqueira!). Deixo por agora apenas o cheirinho da primeira parte. Vejam lá se adivinham?

Clima: subtropical árido
Temperatura min:19º
Temperatura max:26º
Temperatura da água do mar: não consegui saber, mas isso agora não interessa nada!
Actividades que espero fazer: papo para o ar (q.b), caminhadas (muitas!), fotografia (a paisagem afasta-se por completo dos padrões tradicionais de beleza, sendo precisamente isso que me levou a considerar este um destino de férias), fazer alguma praia (algumas chegam a ter mais de 10 kms!) e muitas leituras.

Para onde vou eu?

domingo, 18 de maio de 2008

A melhor altura do ano

É quando me desprendo das urgências do quotidiano e me embrenho na busca de um destino que resulte do encontro entre as possibilidades da carteira e aquilo que gostaria de fazer durante as férias.

Ao longo do tempo, em particular nos últimos anos, fui ganhando vontade de fugir ao simples “papo para o ar” e embora me saiba bem passar uns dias em que a decisão mais difícil se resuma a qual o bikini que vou usar, a verdade é que actualmente as férias têm de combinar o dolce faire niente com uma vertente mais activa, de preferência à base de caminhadas.

Este ano foi particularmente difícil a escolha. Primeiro porque o orçamento familiar para as férias sofreu uma redução dramática (neste aspecto tenho de agradecer em especial aos senhores da Galp e companhias Lda. pela fatia cada vez maior do meu ordenado que atenciosamente lhes deixo todas as semanas, bem como ao facto de ter passado praticamente o último ano a fazer tratamentos e com a inevitável falta de liquidez daqui resultante). Em segundo lugar porque tentar encontrar programas de férias em Junho não é pêra doce. Destinos que me enchem as medidas (e esvaziam a carteira) são nesta altura inacessíveis. Não há voos charter, as lows cost não voam para lá e ir pelas linhas regulares é impensável.

Desta forma a solução apresentou-se de forma segmentada e por etapas. Vamos tentar combinar o melhor que cada sitio tem para oferecer e vai haver lugar para o 8 e o 80, para a praia e para a montanha, para o dolce faire niente e a caminhada, para o hotel e para a tenda. Acho que diversidade vai ser a palavra de ordem para as próximas férias e o melhor é que até nem é preciso ir assim para tão longe.

E eu já ando a contar os dias…

domingo, 11 de maio de 2008

Vícios

Cada vez estou mais viciada nestas caminhadas em que participo. Permitem-me por algumas horas esquecer-me de tudo o resto, concentrada apenas nas paisagens deslumbrantes que tenho à minha frente e no cuidado em colocar os pés. Os músculos esses já sei que vão reivindicar alguma atenção nos dias seguintes, mas a sensação de bem-estar é tão boa que as dores no corpo são rapidamente esquecidas.

Desta vez, apesar do tempo farrusco e alguma chuva, decidimos participar à mesma na aventura proposta. Destino: Arrábida.

O plano inicial era fazer a travessia da serra, mas constrangimentos de última hora encurtaram a aventura e “apenas” fizemos a subida e descida de meia encosta. Já estava a preparada mentalmente para levar uma grande tareia a nível físico por isso quando o percurso terminou fiquei com aquela sensação de querer ainda mais e com pena de já ter acabado.

Tendo já feito anteriormente parte do caminho mas de noite e com o tempo de hoje a não permitir que desfrutasse da paisagem em pleno, a Arrábida merece sem dúvida uma nova tentativa.

Enquanto essa nova aventura não chega, deixo-vos um cheirinho do dia de hoje, que terminou na praia defronte da Anicha, a minha praia preferida, com um belo peixinho grelhado, óptima companhia e umas belas gargalhadas.





Em cima: vista da Serra da Arrábida a meio da descida da vertente

Em cima: vista da estrada
Em cima: pedra da Anicha (Praia do Creiro)
(fotos de Maganita e Gaijo, Maio de 2008)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O doce não fazer nada

Já nem sei há quanto tempo andava eu à procura de um fim-de-semana assim: um cheirinho a verão no meu refúgio algarvio, o doce abraço do sol nas costas, caminhadas à beira mar, dedos dos pés ao léu e ombros a descoberto, e todo o tempo do mundo para ficar a preguiçar.

Se a isto juntarmos o calor dos afectos, as sestas à hora do calor e os mimos inerentes à condição de filha, temos a receita ideal para um fim-de-semana muito bem passado.
Só faltaram os caracóis, mas lá chegaremos!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Pergunta

Sabem quem vai ver The Cure?
Sabem?
Sabem?

Ah pois é!!

(Tinha de partilhar isto)