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quinta-feira, 3 de julho de 2008

Pequenas grandes coisas

Gosto de coleccionar momentos, instantes, pedaços da minha vivência que me preenchem por dentro.
Perder noção das horas, em conversas sinceras, celebrando amizades antigas, quando o sol ainda nos faz companhia e ilumina o café que é já designado por “o do costume” depois de mais um dia monótono de trabalho.

São momentos desses que me fazem pensar que a vida é feita de pequenas grandes coisas, pelas quais eu me sinto grata e que conferem significado à minha existência. É destes momentos que eu quero rechear a minha vida, para que sempre que eu olhe para trás estes momentos se elevem de entre tantos outros e possa gritar sem medo: sou feliz!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Férias parte II - Por terras do sul

O sul do país é a minha segunda casa. Lá tenho amigos e família, o calor dos afectos e as memórias sempre presentes. É a minha segunda casa, o meu porto de abrigo. Mesmo agora, a fim de tantos anos e de tanto tempo aqui passados, consigo ainda descobrir recantos e paisagens que me preenchem, que me surpreendem e me fazem sentir que vale sempre a pena voltar.

Desta vez fizemos uma pequena paragem em terras alentejanas para passar uns dias com amigos. E apesar dos anos, os sentimentos de amizade permanecem inalterados, as velhas piadas ditas até à exaustão na adolescência continuam a ter o mesmo eco e agora com tantos anos em cima sabem ainda melhor.

Depois foi o prosseguir viagem ainda mais para sul, até à parte serrana mesmo antes do barrocal algarvio. Lá onde o tempo perdeu as horas e eu me encontro tantas vezes. Foi tempo das caminhadas na praia, dos banhos de sol e de mar, dos almoços no mesmo restaurante de sempre ao fundo da rua, das sestas ao inicio da tarde e dos petiscos ao entardecer, das idas ao cinema, dos passeios a pé até ao café, do carinho familiar celebrado sem cerimónia, das conversas sem fim e até de re-encontros inesperados. De todas aquelas pequenas coisas que aqui não sabem a rotina embora se repitam ao longo dos dias que por aqui passamos, mas a férias no sentido mais relaxado do termo.

Desta vez não vos trago relatos de caminhadas. O tempo esteve muito quente para o fazermos. Não houve caminhadas mas deixo aqui a (re) descoberta de uma praia que para mim é uma das mais belas de Portugal. Com uma língua de areia de vários quilómetros onde a natureza se encontra em estado quase puro, acessível apenas de barco, com águas transparentes e quentes e que conserva ainda um certo carácter familiar presente nas artes de marisqueio que ainda se observam. Um mar de areia pejado de conchas de todos os tamanhos e cores que me fizeram reviver as memórias de menina em que chegava a casa com o balde da praia apinhado delas. Hoje o balde desapareceu mas as recordações permanecem. Olho para a cesta da fruta, agora cheia das conchas apanhadas há poucos dias e não posso deixar de sorrir…

Há coisas que nunca mudam…


Fotos do Gaijo, Ilha da Armona, Junho de 2008

Volto em breve...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Amizades

É bom sentir que as amizades há tanto tempo cultivadas continuam a coloridas, brilhantes e intensas. Que o tempo não deixa marcas, mas à semelhança da nossa pele, vincam os sentimentos de amizade, como se fossem as rugas da nossa personalidade.

Crescemos, vivemos e vamos mudando á medida que a vida nos vai ensinando a trilhar o nosso caminho, mas há sempre estas amizades que nos fazem perceber que qualquer que seja o nosso percurso, vão lá estar para nos apoiarem e torcerem por nós.
Genuinamente.
Intemporalmente.
Sempre.

(foto em www.olhares.com)

domingo, 23 de dezembro de 2007

Quando dizemos o que os outros não gostariam de ouvir

Abri o coração. Falei com toda a sinceridade. Se alguém nos faz sentir merecedora das suas maiores confidências merece ouvir de nós aquilo que genuinamente pensamos. Essa é provavelmente a maior prova de amizade que podemos oferecer a alguém.
Mas depois…depois fica sempre aquela sensação algo incómoda de saber que os outros vão meditar acerca do que dissemos e pensámos, sobretudo quando o que dissemos e pensámos não são exactamente o que mais gostariam de ouvir…

Porque não é fácil dizer que achamos que o caminho tomado foi um atalho com consequências duvidosas. Porque acho que essa pessoa é tão especial que merece que lutem por ela como nunca o haviam feito… porque, embora seja mais fácil regressar ao conforto do que já se teve sem ter reconstruído de forma sólida os alicerces de uma relação, esse é o também o primeiro passo para regressar novamente ao passado, esse passado que abriu feridas profundas, num futuro muito próximo.

Mas fui sincera, na convicção que não seria uma boa amiga se não fosse assim. Porque não sou capaz de anuir apenas porque é mais fácil....Mas sobretudo porque gostaria que, se fosse comigo, ela tivesse essa atitude também: de oferecer sinceridade.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Metáfora da Amizade

Recebi esta mensagem por e-mail e decidi coloca-la aqui também por várias razões.

Primeiro porque me foi oferecida por alguém de quem eu gosto muito, muito. Uma amizade que é essencial à minha vida. Partilhamos uma série de cumplicidades há quase uma vida inteira, e mesmo quando a vida por vezes dificulta o encontro, em pensamento está sempre presente.

Outra razão é porque passando por vários cantinhos na blogosfera noto a falta de alegria, expressa de tantas formas, que me deixa de certo modo triste também. E sobretudo ontem e hoje senti isso mais intensamente…Fica aqui um singelo contributo para aliviar a tristeza e chamar os dias bonitos.

Por último, não só este cartoon se adequa muito ao meu género de humor como subscrevo inteiramente o que diz…



segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Amizades

A vida dá e a vida leva.
Mas também nos oferece amizades que não estamos à espera.
Independentemente das razões ou circunstâncias que promoveram isso, sinto-me grata.
E há já algum tempo que isso não me acontecia. Não sei dizer o momento em que a afinidade passou a amizade (tal como num outro cantinho dizia que não sei identificar a altura em que passei à fase adulta), sei apenas que hoje me sinto mais preenchida, mais rica.
Como se fossem as amizades os novos trajes da minha alma…tapam a tristeza nos dias sombrios, desnudam a alegria de viver e de partilhar quando por vezes não o somos capazes de fazer por nós próprios, mas também nos levam a dar o melhor de nós nos momentos menos bons dos outros…como quem tira o casaco para aconchegar outrem num dia frio.
Hoje estou de traje novo: trago uma nova amizade comigo.