sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

A definição das indefinições

Sinto que a pouco e pouco as reticências vão dando lugar a alguns pontos finais. E eu, apesar de gostar de deixar o sentido das coisas em aberto, também preciso de terminar algumas frases no meu texto de vida…nem que seja para começar novas reticências…
Ontem pusemos mais um ponto final numa questão, e embora o parágrafo em si permaneça à espera de ser concluído, soube bem arrumar mais esta indefinição.

Por outro lado, o novo projecto vai ganhando a pouco e pouco mais alguns adeptos e talvez daqui por algum tempo esteja pronta para o divulgar aqui e contar com a vossa colaboração. E espero ter aguçado a vossa curiosidade...


(foto de Carlos Matos www.olhares.com)


domingo, 3 de fevereiro de 2008

Um dia perfeito

Um dia perfeito é aquele em que não custa levantar pela manhã, em que me antecedo ao despertador ou cujo toque lembra apenas que existem outros prazeres à minha espera.

Um dia perfeito é aquele em que reunimos um grupo de amigos e vamos juntos partilhar um momento de convívio e umas boas gargalhadas, sem ter o tempo como baliza.

Um dia perfeito é aquele em que faço uma actividade que me dá prazer, ultrapasso aquelas que julgo serem as minhas limitações e desfruto do que a natureza tem para me dar na sua plenitude.

Um dia perfeito é aquele em que damos inicio a um novo projecto, quiçá um novo esboço de vida e cujos os primeiros passos estão agora a ser dados.

Um dia perfeito é aquele em que depois de uma longa caminhada à chuva e de muita lama, me delicio num longo banho quente, sem hora para terminar

Um dia perfeito é aquele em que me deleito a trocar impressões contigo, recordo os momentos de humor de mais uma aventura, leio as linhas de expressão da tua cara e vejo-te feliz.

Um dia perfeito é aquele que termina connosco enroscados à frente da lareira, com a alma leve e feliz e confiança plena no futuro.

Hoje foi um dia perfeito…

(foto em www.olhares.com)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Amizades

É bom sentir que as amizades há tanto tempo cultivadas continuam a coloridas, brilhantes e intensas. Que o tempo não deixa marcas, mas à semelhança da nossa pele, vincam os sentimentos de amizade, como se fossem as rugas da nossa personalidade.

Crescemos, vivemos e vamos mudando á medida que a vida nos vai ensinando a trilhar o nosso caminho, mas há sempre estas amizades que nos fazem perceber que qualquer que seja o nosso percurso, vão lá estar para nos apoiarem e torcerem por nós.
Genuinamente.
Intemporalmente.
Sempre.

(foto em www.olhares.com)

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Neura e Companhia Lda.

Ó tu, que apareces sem ser convidada, ocupas os meus dias por inteiro e ainda demoras para te ir embora…

E nem mesmo a razão pode contigo, porque superas todos os argumentos possíveis e imaginários. Já me falta a criatividade e força para lutar sozinha contra o mundo, que insiste repetidamente em me tirar do sério.

Não me apetece andar zangada e irritada, sobretudo quando sei perfeitamente que a culpa não é dos outros, mas sim minha, já que não te consigo expulsar. E ainda por cima trazes o mau-humor contigo, o que aniquila as poucas possibilidades de debelar-te à conta da gargalhada fácil, já que estas não saem, nem a ferros.

Vá…deixa-me lá em paz e voltar à calma pacata da minha existência.

Até hoje eu nunca soube o que era a TPM…Mas agora que já sei, podes fazer o obséquio de ir embora?

Agradecida.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

...

Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser perfeito, relaxaria mais, seria mais parvo ainda do que tenho sido, na verdade, poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiénico.
Correria mais riscos, viajaria mais.
Contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a lugares onde nunca fui, comeria mais gelados e menos lentilhas, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui dessas pessoas que viveu sensata e profundamente cada minuto da vida.
Claro que tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disto é feita a vida, só de momentos; não perca o de agora.
Eu era desses que não ia a parte alguma sem um termómetro, uma botija de água quente, um guarda-chuva e pára-quedas.
Se voltasse a viver outra vez, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da Primavera e continuaria assim até ao fim do Outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres, brincaria mais com as crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 95 anos e sei que estou a morrer.

Autor desconhecido

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Palavras

É na simplicidade das palavras se lê a essência do ser...
Se pudesses ser uma palavra qual serias?
O alfabeto…com ele construo o resto…

E vocês?

(foto de Fernando C em www.olhares.com)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Em arrumações


Há já algum tempo que ando a arrumar os assuntos pendentes nas prateleiras certas. Não tem sido fácil. Às vezes ainda me custa relembrar porque é difícil dizer adeus a algo que se desejou durante tanto tempo. A minha ambição profissional está a pouco e pouco a direccionar-se noutras direcções e ao fazê-lo permite-me deixar espaço para encarar a vida de outra forma.

Penso que talvez o meu percurso no reino da infertilidade siga eventualmente um percurso semelhante, embora num futuro ainda distante, já que tenciono lutar durante muito mais tempo.
Contudo, este arrumar de ideias teve o condão de me apaziguar com a vida, acalmou a revolta contida e o sentimento de injustiça que tanto tempo me acompanhou… e consumiu…

Talvez só agora esteja efectivamente melhor preparada esta outra batalha da minha vida…
(Foto de Teresa Serra em www.olhares.com)