quarta-feira, 16 de maio de 2007

Inesperados

Tantas vezes andamos nós à procura de algo e por vezes esse algo é que nos surpreende. O que era ontem uma possibilidade, é hoje uma certeza. Cada vez mais dou comigo a pensar que é muito bom sonhar, mas é ainda melhor quando o inesperado bate à porta e nos proporciona um daqueles momentos em que o riso e o nervoso miudinho são difíceis de esconder.

E nesses pequenos momentos em que conquistamos o mundo, tudo o resto parece possível e perfeitamente ao nosso alcance. Não há inseguranças ou receios que se imponham, embora mais tarde decerto que estes irão dar um ar da sua graça.
Mas por agora, nada disso importa…

(Não, não é o que estão a pensar…isso ainda não aconteceu…)

segunda-feira, 14 de maio de 2007

De volta...

A razão do meu silêncio nada tem a ver com tristeza, ou outros sentimentos menos positivos. A minha falta de notícias prende-se com o “Alzheimer” do meu computador, cuja memória andava desde há muito a acusar falta de vitaminas.

Mas eis que estou de volta às lides blogosféricas e com muita vontade de aproveitar os dias amenos que já se fazem adivinhar.
E por aqui, para além da época da sandaloca (que embora timidamente, já foi inaugurada), já está também oficialmente aberta a época do caracol… e que bons que eles estão!!!!!!!!!!!

(foto de Pedro Santos www.olhares.com)

terça-feira, 8 de maio de 2007

Miopia ou falta de vista?


Depois desta minha odisseia, decidi ver as opções que tinha ao meu dispor para resolver o problema, e parece que vou continuar a ver o mundo com óculos durante pelo menos mais algum tempo.

Enquanto esperava pela minha vez de ser atendida, dei por mim a pensar acerca da falta de visão e outras miopias da vida.
Não me considero uma pessoa particularmente vaidosa, mas gosto de me sentir bem e bonita (a chegada aos “intas” vieram acentuar esta tendência, é certo). Não sou no entanto escrava da moda. Uso o que me apetece, quando me apetece, à excepção de quando os compromisso profissionais obrigam a um cuidado especial na apresentação.

No entanto cada vez mais somos bombardeados/as com os ditames de moda/estética que na maior parte das vezes em nada nos ajudam a elevar a auto-estima. Desde sempre me interessei mais pela personalidade do que pela aparência. Vale o conteúdo e não a forma, talvez porque é também dessa forma que gosto que os me vejam: pelo meu contéudo.

Talvez por isso não fiquei desapontada por ter de continuar a ver o mundo através de lentes.
Míope? Sim.
Falta de vista? Não. Tenho os horizontes bem abertos.
(foto de Sab34 www.olhares.com)

sábado, 5 de maio de 2007

Cores

Quanto mais depressa cair, mais depressa me levanto.
Tem sido este o lema ao longo da minha vida. Não vale a pena ficar a lamentar o que não aconteceu, o que poderia ter sido, o que gostaria que fosse. A cada passo que dou construo um pouco melhor a pessoa que sou, aprendo comigo e com os outros, e sobretudo aprendo a ver o mundo em outras cores. Nem sempre é preto, ou branco, ou mesmo cinzento. Existe uma paleta de cores tão grande e variada, porque havemos de insistir em pintar a nossa vida sempre com mesmas cores?

É por isso que declaro aberta a paiting season.
Vou continuar a pintar a minha vida com outras, mais cores, diversificando actividades, recuperando hábitos esquecidos e procurando outros novos, sem nunca esquecer aquelas cores especiais que me aquecem o coração, em cujos quadros de vida quero continuar a pertencer e a contribuir com umas pinceladas.

Nesta minha colecção particular, quero deixar espaço para muitos autores, momentos, cores, temas, que no seu conjunto fazem de mim aquilo que sou: feliz, mesmo com as riscas solitárias.


(cores da Ilha do Sal, Cabo Verde, Setembro 2004)

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Não bastava...

Ter de encurtar as miniférias para vir trabalhar, chove desalmadamente e tenho a minha cabeça transformada num tambor de tanto me doer...
Haja paciência!

terça-feira, 1 de maio de 2007

Tolices minhas

Embora tenha de mim a ideia de ser paciente, esta espera tem mostrado que sou na realidade muito impaciente, pelo menos nesta parte da minha vida. No entanto, sinto que a pouco e pouco volto a ter o controlo da situação, ainda que não dos resultados. Sinto-me agora mais calma, mais segura, apesar de sentir que ainda não estou nos trilhos certos para conseguir levar esta etapa a bom porto, mas…vou seguir aquilo que me parece ser a velocidade certa.
Terminei o último ciclo com ajuda de medicação. Não tenho sinais de nada, nem de gravidez, nem de período, nem de outra coisa qualquer…No entanto sinto-me estranhamente calma. Ainda não comprei nenhum teste e embora já pudesse testar, não me apetece deparar-me já com um negativo. Quero sonhar mais um pouco. Quero pensar que dentro de mim pode estar a acontecer algo de maravilhoso. Por isso vou saborear este meio termo, este tempo de incerteza. Sei qual será o resultado, mas vou por alguns dias adiar o desfecho que adivinho. Sei que estas serão as minhas últimas incertezas durante algum tempo, já que irei seguir outros rumos em breve…e não me apetece acabar já com a dúvida.
Tolice, não é?
Ás vezes sinto-me tola por acreditar, outras tola me sinto por não me deixar levar pelo sonho… E nos entretantos, fico na dúvida…
Medo de me magoar? A vontade é tanta que, custa muito ter de enfrentar aquela risca solitária. E cada vez que me deparo com ela, é como se constatasse que sou tola por acreditar.

sábado, 21 de abril de 2007

Um grão de areia


Uma das coisas que mais prazer me dá é ter tempo para apreciar aqueles dias imediatamente antes de partir para férias. Pensar naquilo que gostaria de fazer, imaginar os ambientes, as gentes, os costumes, os cheiros, as cores. Eu sinto que começo a viajar a partir do momento que decidimos ir, não importa o sítio, porque o quebrar da rotina só por si é suficiente para tornar apetecível qualquer lugar, dentro ou fora de portas.

Tudo é possível nestes dias que antecedem a partida. Imaginar o cheiro no primeiro contacto, e sentir depois essa sensação gravar-se na nossa memória de odores. Viver de perto as rotinas das gentes locais é viver, ainda que por uns momentos, o que seria a nossa vida nesse contexto (e tirar as devidas elações disso). Ouvir o falar autóctone, reflexo de culturas e modos de viver completamente diferentes, distinguir sotaques e expressões locais (um dos meus passatempos preferidos em férias), ou adivinhar interpretações para as expressões faciais quando a língua se torna um obstáculo à conversação.

Tudo isto passa pelo meu imaginário nestes dias pré-férias. E depois, in loco, é deixar-me levar pelo que vou descobrindo. Às vezes sucede que as expectativas criadas diferem bastante da realidade mas ainda assim vale sempre a pena. Mas é por isso também que arrisco dizer que o melhor das férias é este meio tempo que passamos a adivinhar o que vamos encontrar. Vivê-las é fantástico mas estes dias na véspera trazem consigo um gostinho que supera qualquer adversidade, ou dificuldade que possamos encontrar no caminho.

Por tudo isto sinto um pequeno travo amargo na alma quando penso que este ano talvez não haja orçamento para uma escapadela. Já estava (mal) habituada a fazê-lo, pelo menos uma vez por ano, em jeito de recompensa pelo stress e cansaço acumulados.
Mas também sei que sou uma sortuda por poder pelo menos equacioná-lo. Muitos há que não têm a mesma sorte…mas o ser humano é insatisfeito por natureza, não é? E eu cá sou muito ser humano…
(Foto do Gaijo, México, Setembro 2005)