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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Não gosto

Não gosto de ver a inveja a fazer sala na minha vida.
Nunca lhe abri a porta. Sempre me senti bem na minha pele. Tenho ambições, sonhos, projectos mas nunca senti inveja dos sucessos dos outros. Muitas vezes, foram precisamente esses sucessos a "mola" para tentar fazer mais e melhor.

No campo laboral sempre dei o meu melhor. Já fiz muitos sacrifícios. Dei muitas horas da minha vida pessoal à casa. Desde trabalhar 16h diárias a 28 ou 30 dias por mês. Leram bem. Meses houve que nem Domingos descansei. Subi por isso a pulso, sem facilidades, num ambiente predominantemente masculino com dificuldades de inserção acrescidas por ser um ambiente de obra.
Comecei como mera operadora de dados. Actualmente sou quadro superior em posição de chefia e não foi pelos meus bonitos olhos. Trilhei esta escada com muito esforço e ainda hoje o faço. Todos os dias.
E custa-me muito ver colegas cuja entrada foi guarnecida em facilidades a demonstrarem tão ostensivamente esse sentimento pobre chamado inveja.

Pobreza de espírito de quem só está bem com o mal dos outros. É que se alguns podem bem com o mal dos outros, outros podem muito mal com o bem dos outros…
Mas pelo menos podiam disfarçar, não?

Tristes, é o que lhes chamo...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Sintonias

Tal como no meu tratamento, também aqui passei à fase seguinte.
Estou num turbilhão de emoções. Os testes foram tão difíceis que o facto de passar à última fase é por si só uma grande vitória.
Mesmo que não consiga qualquer um dos lugares (sim, porque concorri a dois, e ainda só sei os resultados de um), reconforta-me saber que cheguei até aqui.

Será que é desta que vou conseguir alcançar ambos os sonhos?
O que é certo é que nunca me senti tão próxima de os realizar como agora…

Adenda: passei igualmente no outro concurso à derradeira fase. É neste último que deposito maiores esperanças.
E obrigada pelo carinho e pela força que me têm dado...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Ainda

Ainda a recuperar da estopada de ontem (2 exames teóricos, longos e complicados de 2h30m cada um, mais uma viagem de 300 km) …
Ainda com esperança de conseguir levar este tratamento até ao fim (também aqui se trava uma batalha folicular: ou hei-de de ter demais ou nenhuns…desta vez ando nos nenhuns)
Ainda a tentar ultrapassar as marcas que a implementação do sistema de auto gestão familiar deixou (frigorifico vazio, quilos de roupa para lavar e passar e nenhuma vontade de fazer o que quer que seja)

Está tudo em aberto. Os exames não correram particularmente bem, não eram nada fáceis (muito pelo contrário) e se ficar pelo caminho pelo menos tenho em mim o orgulho de ter ido à luta e de não ter desistido. Mas confesso que gostava muito de não ter feito má figura… As boas noticias é que brevemente saberei se passei à fase seguinte, ou seja, não vou a ficar em "suspense" por muito tempo. Curiosamente o mesmo se aplica ao meu tratamento…
O destino tem destas sintonias…

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Gatos no telhado

É de manhã.

Uns estão ainda a chegar e a ligar os computadores. Outros trocam impressões quanto ao jogo do dia de ontem. Aqui e ali ouve-se ocasionalmente um sonoro Bom dia!
No ar, o aroma a café quente aconchega esta manhã rabugenta.

De repente, sente-se a bater no telhado as gotas de água que há muito ameaçavam cair. E sem qualquer combinação prévia ouvem-se algumas explicações espontâneas para tal facto:

- Chuva?
- Não…Gatos.
- Fixe! Lama!
- Xi...Trânsito…

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Mudar de vida? (post longo)

Post longo e chato...

Sinto que me estão a empurrar para uma área de trabalho com a qual não me identifico, que me obriga a tentar ser uma pessoa que definitivamente não sou eu. Embora normalmente seja uma pessoa calma, a verdade é que sou “gaija” e como qualquer “gaija” que se preze, stressa. E eu stresso quando me sinto que estão a puxar o tapete, como parece ser agora o caso.

Gosto de ter tempo para me preparar para os desafios, e gosto de assumir desafios, mas desde que as regras sejam claras desde início, ou pelo menos que me sejam comunicadas. Ter de assumir uma postura que não me é natural e ainda por cima descobrir que dados importantes são-me comunicados apenas e unicamente quando questiono por eles eleva-me os níveis de stress…definitivamente esta não é a vida que quero para mim.

Já não bastava o enorme cansaço físico que o meu périplo diário pela AML me provoca, mais a ausência de tempo durante a semana para me dedicar a actividades que de facto me preenchem, junta-se agora o stress de acumular funções que nem sabia que tinha de desempenhar, assumindo responsabilidades para as quais não me pagam e nem sequer se disponibilizam para providenciar os meios para as realizar condignamente…
E não consigo andar tipo zombie durante a semana e a resumir os momentos bons aos fins de semana.

É como o tema da infertilidade: não quero resumir os meus objectivos de vida apenas à concretização desse sonho. Assim como não quero resumir a minha existência aos momentos de descontração de fim de semana. Quero jantar a horas decentes, quero dormir pelo menos 7 horas, quero sentir que não vou adormecer a conduzir…quero sentir que estou viva e não andar como ando…cansaça, stressada, com a cabeça cheia de prazos, documentos, problemas de trabalho a acumularem-se a uma velocidade superior à minha capacidade de resolução.

Talvez esteja na altura de mudar de vida…e talvez radicalmente, porque não quero chegar ao fim meus dias a lamentar não ter tido tempo para fazer coisas que me dizem de facto algo e sentir um vazio por isso.

PS – o martírio do post de Domingo que só vai acabar na próxima segunda-feira…e se tudo correr bem…

domingo, 1 de julho de 2007

Este Domingo...

...estou em preparação psicológica para amanhã. A manhã de amanhã vai ser passada em modo de Stress máximo. O nervoso miudinho já se apoderou de mim, as duas últimas noites já foram de sono intermitente e dou por mim agarrada ao computador a estudar propostas a um Domingo à tarde, após ter declinado um convite tão simpático para ir à praia.
Sei que é na preparação que está o segredo, mas tenho medo de ser traída pela inexperiência. Já revi todos os dados, toda a matéria relevante com o intuito de me preparar. Será suficiente? Será que cobri todas as opções possíveis? Será que não esqueci de analisar nada? Será que não me vou esquecer de nada amanhã? Estarei à altura das questões colocadas?
Quem me dera ter o botão do Fast Foward e avançar rapidamente 24h…
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Obrigada a esta amiga, a esta e a esta que tão carinhosamente nomearam este blog para

Mais informações aqui


Vocês assim estragam-me com mimos...

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Constatação da semana

A dificuldade em voltar ao trabalho é directamente proporcional à qualidade das férias gozadas.


Não tenho tido muito tempo livre, mas vou tentar passar pelos vossos cantinhos com calma nos próximos dias e substancialmente mais bem-humorada (espero!)

terça-feira, 26 de junho de 2007

Post sobre nada

Desengane-se quem pensa que vou dissertar acerca de nada, no sentido filosófico da coisa. Na realidade vou desabafar acerca de coisa nenhuma, daí o nada…nada de jeito.
Por é assim que ando…sem jeito, apática, meio parada…Depois de quase 3 semanas de férias, eis que dois míseros dias bastaram para me esgotar as baterias e para me levar a dissertar sobre coisa nenhuma, sem conteúdo, a não ser de sono. Aí sim, estou atestada…até extravaso a medida.
E dou por mim a meditar entre uma cabeçada e outra de sono: às vezes custa-me pensar que vivo assim...numa luta constante entre o trânsito, o cumprir horários, o chegar tarde a casa e o levantar com as galinhas de manhã, o não chegar a sentir o cheiro da casa, da roupa lavada apanhada ainda com sol, na ausência de companhia nos almoços de marmita no escritório…
Isto afinal deixou de ser um post sobre nada e tornou-se em alguma coisa…numa coisa chata…como este meu regresso ao trabalho…


If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Inesperados

Tantas vezes andamos nós à procura de algo e por vezes esse algo é que nos surpreende. O que era ontem uma possibilidade, é hoje uma certeza. Cada vez mais dou comigo a pensar que é muito bom sonhar, mas é ainda melhor quando o inesperado bate à porta e nos proporciona um daqueles momentos em que o riso e o nervoso miudinho são difíceis de esconder.

E nesses pequenos momentos em que conquistamos o mundo, tudo o resto parece possível e perfeitamente ao nosso alcance. Não há inseguranças ou receios que se imponham, embora mais tarde decerto que estes irão dar um ar da sua graça.
Mas por agora, nada disso importa…

(Não, não é o que estão a pensar…isso ainda não aconteceu…)