Expliquem-me lá como se eu fosse muito loira: o preço do petróleo está a descer de forma sustentada, estando aos mínimos de há 7 semanas. No entanto essas descidas não se estão a reflectir na descida de preços nas bombas. E pergunto eu, será que não há ninguém iluminado, como por exemplo aqueles senhores que estão naquela casinha ali para os lados de S. Bento, ou até mesmo aquele senhor muito importante que em tempos foi professor de economia e que agora trabalha ali para Belém, a reparar nisto? Será que ninguém faz nada?!
Li há pouco que o presidente da APETRO (Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas) justificou este desfasamento com o facto de a média das cotações que definem os preços ser feita apenas no final da semana e para a semana seguinte, acrescentando ainda que o dólar tem vindo a valorizar-se pelo que, ai e tal, se calhar as descidas não vão ser por isso muito acentuadas.
Não deixa de ser curioso: enquanto o euro se valorizava face ao dólar, o petróleo subia a valores nunca antes visto e nem por isso as subidas de preço eram mais tímidas. Mais, assim que os preços aumentavam nos mercados já a Galp e afins os reflectia nas bombas, sem esperar pelo fim da semana…
De facto há coisas que não compreendo…deve ser da cor de cabelo, digo eu…
PS – Obrigado pelos vossos comentários e carinho. Mas estes tempos conturbados têm a sua génese noutras questões que não a infertilidade. Melhores tempos virão, eu sei, mas às vezes é preciso pôr cá para fora o que nos vai bem cá no fundo.
Mostrar mensagens com a etiqueta Sociedade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sociedade. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 25 de julho de 2008
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Clap, Clap, Clap
SEDES sustenta que «sente-se hoje na sociedade portuguesa um mal-estar difuso, que alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional».
Esse «mal-estar» deve-se a «sinais de degradação da qualidade cívica», como a «degradação da confiança dos cidadãos nos representantes partidários», a «combinação de alguma comunicação social sensacionalista com uma Justiça ineficaz» e o aumento da «criminalidade violenta» e do «sentimento de insegurança entre os cidadãos».
A SEDES adverte que, a manter-se o «mal-estar e a degradação da confiança (...), emergirá, mais ou cedo ou mais tarde, uma crise social de contornos difíceis de prever».
A associação manifesta a sua preocupação com «o afunilamento da qualidade dos partidos», devido à «dificuldade em atraírem e reterem os cidadãos mais qualificados» e a «critérios de selecção cada vez mais favoráveis à gestão de interesses» e critica igualmente a «tentacular expansão da influência partidária na ocupação do Estado e na articulação com interesses da economia privada».
Finalmente, um estudo que coloca o dedo na ferida e refere aquilo que todos nós sentimos e que não vemos (eu pelo menos não vejo) reflectido nas tomadas de posição dos diversos intervenientes quer a nível político quer a nível da sociedade civil. Trata-se de um sentimento transversal na sociedade que eu, enquanto cidadã minimamente esclarecida, ainda não tinha sentido ter eco. Em muitas conversas noto que este mesmo sentimento é emergente e extravasa o conceito de mera crise económica, saco onde são metidos os restantes indicadores como confiança no futuro ou na condução da política.
Pela primeira vez ouço falar em coesão nacional e crise social, enumerando todos os factores (e são muitos) que fazem com que seja cada vez menor a esperança de uma alteração no “estado da nação”, e que é independente de quem está de momento no governo. Tenho sérias dúvidas que este estudo vá alterar para já alguma coisa, mas apraz-me ver que pelo menos começa a emergir publicamente uma tomada de consciência da transversalidade destas questões.
Esse «mal-estar» deve-se a «sinais de degradação da qualidade cívica», como a «degradação da confiança dos cidadãos nos representantes partidários», a «combinação de alguma comunicação social sensacionalista com uma Justiça ineficaz» e o aumento da «criminalidade violenta» e do «sentimento de insegurança entre os cidadãos».
A SEDES adverte que, a manter-se o «mal-estar e a degradação da confiança (...), emergirá, mais ou cedo ou mais tarde, uma crise social de contornos difíceis de prever».
A associação manifesta a sua preocupação com «o afunilamento da qualidade dos partidos», devido à «dificuldade em atraírem e reterem os cidadãos mais qualificados» e a «critérios de selecção cada vez mais favoráveis à gestão de interesses» e critica igualmente a «tentacular expansão da influência partidária na ocupação do Estado e na articulação com interesses da economia privada».
Finalmente, um estudo que coloca o dedo na ferida e refere aquilo que todos nós sentimos e que não vemos (eu pelo menos não vejo) reflectido nas tomadas de posição dos diversos intervenientes quer a nível político quer a nível da sociedade civil. Trata-se de um sentimento transversal na sociedade que eu, enquanto cidadã minimamente esclarecida, ainda não tinha sentido ter eco. Em muitas conversas noto que este mesmo sentimento é emergente e extravasa o conceito de mera crise económica, saco onde são metidos os restantes indicadores como confiança no futuro ou na condução da política.
Pela primeira vez ouço falar em coesão nacional e crise social, enumerando todos os factores (e são muitos) que fazem com que seja cada vez menor a esperança de uma alteração no “estado da nação”, e que é independente de quem está de momento no governo. Tenho sérias dúvidas que este estudo vá alterar para já alguma coisa, mas apraz-me ver que pelo menos começa a emergir publicamente uma tomada de consciência da transversalidade destas questões.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
