Já fui grande fã do Natal. Vibrava com os preparativos, o embrulhar das prendas, o cheiro a doçaria quando entrava em casa, a roda-viva própria da época, tanto mais que durante muitos anos trabalhei em lojas de artesanato durante as férias e fins de semana e nesta altura convivia de perto com a azafama das pessoas na sua senda da procura de prendas especiais (ou não).
Isso contagiava-me e quando chegava a casa estafada e mais morta que viva de cansaço, sentia-me bem por ver a minha mãe e avó juntas a ultimar os preparativos e um cheiro a conforto no ar que agora sei que era aquela alegria genuína.
A família nuclear sempre foi pequena: eu, os meus pais e a minha avó. Mais tarde perdi a minha avó mas ganhei a família do gaijo, também ela pequena: ele, os pais e a avó dele (entretanto também falecida). Porque é que eu estou a falar disto? Porque sinto que morreu muita dessa alegria que sentia. No ano passado tive a infelicidade de perder neste dia mais uma pessoa que me era querida e atribui a ausência de alegria a esse facto, mas o ano passou e a alegria não voltou.
Gostei do meu Natal. Foi um Natal simples, com muita conversa boa, em que se partilharam bons momento e afectos, precisamente como gostaria que fosse. Senti-me bem, e no entanto sinto que faltou alguma coisa, algo que não sei bem o quê…começo a pensar que a menina que fui e que ficava tão feliz apenas a olhar para as luzes a piscar na árvore está a ter crescer… e tenho pena, porque gostava de sentir que ainda tenho essa capacidade, a capacidade de me sentir novamente uma menina e esta era uma dessas alturas.
PS - a conversa sincera de Domingo colheu bons frutos...
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terça-feira, 25 de dezembro de 2007
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Mais uma semana louca de trabalho que me permitiu abstrair de tudo o resto e concentrar-me apenas nas prioridades mais urgentes. Permitiu que a tristeza por não ter conseguido alcançar o que queria se desvanecesse por si mesma.
O que me custou mais não foi apenas o ruir das expectativas, mas sim o facto de ter acontecido com ambas muito mais cedo do que o esperado e no mesmo dia, com diferença de um par de horas. Senti arrancarem-me das mãos a oportunidade que tinha de sonhar mais um pouco e foi isso que me derrubou. Seria o destino a prevenir-me de uma queda maior? Talvez…mas naquele momento nada disso importava…
Agora sim, é tempo de estar comigo mesma e com aqueles com quem gosto de estar. De viver o meu Natal, que para mim é cada vez mais apenas o estar com quem me diz muito, muito, muito, não apenas agora mas ao longo da minha vida, todos os dias do ano. Com quem sinto carinho, amizade, amor, confiança…com quem sou sincera e confidente. Com quem me alegra nos meus momentos tristes e com quem me faz sobressair o melhor de mim.
Porque afinal o Natal é sempre que uma Maganita quiser…
O que me custou mais não foi apenas o ruir das expectativas, mas sim o facto de ter acontecido com ambas muito mais cedo do que o esperado e no mesmo dia, com diferença de um par de horas. Senti arrancarem-me das mãos a oportunidade que tinha de sonhar mais um pouco e foi isso que me derrubou. Seria o destino a prevenir-me de uma queda maior? Talvez…mas naquele momento nada disso importava…
Agora sim, é tempo de estar comigo mesma e com aqueles com quem gosto de estar. De viver o meu Natal, que para mim é cada vez mais apenas o estar com quem me diz muito, muito, muito, não apenas agora mas ao longo da minha vida, todos os dias do ano. Com quem sinto carinho, amizade, amor, confiança…com quem sou sincera e confidente. Com quem me alegra nos meus momentos tristes e com quem me faz sobressair o melhor de mim.
Porque afinal o Natal é sempre que uma Maganita quiser…
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Espirito natalício
Já ia sendo tempo de dar um cheirinho a Natal aqui por estes lados. Até porque ultimamente as boas noticias têm vindo ter comigo e se já antes adorava a magia do Natal, este ano faz ainda mais sentido torná-la mais presente em mim, aqui e no meu dia a dia.É certo que o Natal é quando o Homem quiser, mas aqui esta maganita está particularmente envolvida na época. É que para além das boas novas dos concursos, ontem soube também que uma parte de mim pode começar a descansar quanto a um problema familiar de longa data. Um problema que eu pensava ser uma causa perdida, mas que a vida na sua infinita sapiência me mostrou que sim, é possível mudar…mesmo que para isso seja preciso uma vida inteira para o conseguir.
O Natal é apenas no dia 25, mas para mim ele já chegou. A magia anda no ar…
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