O tempo passa e a indefinição mantêm-se. Não sei se fico ou se vou. Não sei o que espero. Se temo ou se anseio.
Temo a solidão e o isolamento. Anseio as saudades que já sinto e ainda não fui. Receio o compasso lento do relógio. O vazio das horas por ocupar. A possível falta de contacto com este meu mundo. Anseio o tempo que vou ter para dedicar a mim mesma. Os passeios que espero fazer. As fotografias que imagino tirar e que por enquanto apenas existem na minha mente.
Já estive deslocada. Gostei da experiência, do convívio. Mas desta vez vou estar sozinha num pequeno ponto no meio do Atlântico. Os colegas estarão apenas nos primeiros dias. Depois estou por minha conta e isso agrada-me tanto quanto me entristece.
São duas forças que se debatem dentro de mim.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
O sentido e a falta dele
Passo os olhos pelas estantes. Estão cheias de livros. Algumas têm já livros em segunda fila, escondendo os mais antigos. A maior parte contudo está compactada, aproveitando todo o espaço disponível. Passo os olhos uma e outra vez, prateleira após prateleira em busca de um título que me faça despertar desta letargia literária que me consome. Quanto mais perscruto menos vontade tenho de agarrar em algum. Relembro algumas obras que li com uma vontade que hoje invejo: Monte dos Vendavais, A Dama das Camélias, a Insustentável Leveza do Ser, Charneca em Flor, O Principezinho, Papalagui,… e sinto pena por não conseguir voltar a sentir o mesmo prazer que tinha nessa altura. Hoje confesso que a maioria das obras me parece de plástico, numa espécie de "fast-read" no sentido em que não se volta a ler outra vez.
Contudo tenho lido. Tenho feito um esforço para continuar a ler, mas do que tenho lido, uma boa parte, senão mesmo a maioria, esqueço assim que o fecho. Não fica impregnado em mim. Não sinto. Não sinto o livro. No entanto continuo a sentir falta de ler. De degustar essas longas horas dedicadas à leitura. De me emocionar com a história. De fazer parte dela. Do sentir que faz sentido.
E enquanto procuro o livro que me faça sair deste impasse entro vezes sem conta nas livrarias e saio com as mãos vazias. De livros e de sentido…
Contudo tenho lido. Tenho feito um esforço para continuar a ler, mas do que tenho lido, uma boa parte, senão mesmo a maioria, esqueço assim que o fecho. Não fica impregnado em mim. Não sinto. Não sinto o livro. No entanto continuo a sentir falta de ler. De degustar essas longas horas dedicadas à leitura. De me emocionar com a história. De fazer parte dela. Do sentir que faz sentido.
E enquanto procuro o livro que me faça sair deste impasse entro vezes sem conta nas livrarias e saio com as mãos vazias. De livros e de sentido…
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Uma sugestão verde
Para todos aqueles que têm preocupações ambientais e sentem que é preciso fazer mais alguma coisa aqui fica uma sugestão para fazer algo diferente e ao mesmo tempo contribuir de forma positiva para a sustentabilidade deste nosso pequeno “quintal”.
No âmbito do projecto de educação ambiental e cidadania "Os Pequenos Florestadores" irá ser efectuada uma acção de voluntariado no dia 12 de Outubro (domingo) de remoção de plantas invasoras (Chorão) e a plantação de plantas autóctones (Carrasco, Pinheiro Manso, Aroeira e Medronheiro) produzidas no Viveiro do Grupo Flamingo na Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica com sementes da Mata dos Medos.
Esta actividade não tem limite de idades nem limite de participantes (ou seja pode aparecer a família toda dos avós aos netos), mas necessita de inscrições por uma questão de controlo da quantidade de pessoas que querem participar e de materiais a disponibilizar (luvas e ferramentas de jardinagem) por nós.
Informações sobre "Os Pequenos Florestadores": www.grupoflamingo.org
Informações sobre a Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica: www.icnb.pt
Para inscrições e informações sobre esta actividade:
Mail: pequenos.florestadores@grupoflamingo.org
Telm: 96 746 62 19 (Hugo Matias)
Local de encontro: dia 12 de Outubro às 9h na Brigada Fiscal da Fonte da Telha
No âmbito do projecto de educação ambiental e cidadania "Os Pequenos Florestadores" irá ser efectuada uma acção de voluntariado no dia 12 de Outubro (domingo) de remoção de plantas invasoras (Chorão) e a plantação de plantas autóctones (Carrasco, Pinheiro Manso, Aroeira e Medronheiro) produzidas no Viveiro do Grupo Flamingo na Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica com sementes da Mata dos Medos.
Esta actividade não tem limite de idades nem limite de participantes (ou seja pode aparecer a família toda dos avós aos netos), mas necessita de inscrições por uma questão de controlo da quantidade de pessoas que querem participar e de materiais a disponibilizar (luvas e ferramentas de jardinagem) por nós.
Informações sobre "Os Pequenos Florestadores": www.grupoflamingo.org
Informações sobre a Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica: www.icnb.pt
Para inscrições e informações sobre esta actividade:
Mail: pequenos.florestadores@grupoflamingo.org
Telm: 96 746 62 19 (Hugo Matias)
Local de encontro: dia 12 de Outubro às 9h na Brigada Fiscal da Fonte da Telha
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Dicotomias
Impera em mim uma vontade absurda de não fazer o que devo fazer e fazer em vez disso o que não devia.
domingo, 28 de setembro de 2008
Outono
Ciclicamente recomeço.
Coloco de parte aquilo que me pesa, me prende. Dou as boas vindas ao revisitado, à renovação. Nem sempre possuo a capacidade de me reinventar. Não, eu não me reinvento. Aproveito a alma mater que me compõe e dou-lhe novas cores. Às vezes noto que algo se torna velho, obsoleto, desenquadrado. Quando isso acontece e a evidência se torna por demais nela própria é chegada a hora da renovação.
E este canto, pedaço de blogosfera, está a precisar de acompanhar os tempos. É preciso renovar, reciclar, reiniciar. Mudar a pele, mantendo a essência.
Perder as folhas.
Recomeçar.
Coloco de parte aquilo que me pesa, me prende. Dou as boas vindas ao revisitado, à renovação. Nem sempre possuo a capacidade de me reinventar. Não, eu não me reinvento. Aproveito a alma mater que me compõe e dou-lhe novas cores. Às vezes noto que algo se torna velho, obsoleto, desenquadrado. Quando isso acontece e a evidência se torna por demais nela própria é chegada a hora da renovação.
E este canto, pedaço de blogosfera, está a precisar de acompanhar os tempos. É preciso renovar, reciclar, reiniciar. Mudar a pele, mantendo a essência.
Perder as folhas.
Recomeçar.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Eu reconheço
Agi mal e faço aqui um mea culpa…
Não voltarei a fazer o mesmo, por muito que a língua me tente atraiçoar. Aprendi a minha lição. A sério que sim. Estou aqui a escrever com a alma em sangue com os remorsos que me mordem…
Vou, doravante, seguir os ensinamentos destes dias…
Eu nunca, mas nunca e volto a repetir, nunca mais…
…aviso que vou entrar de férias.
Bolas (para não sair das cabeludas) que tem sido um ver se te avias de trabalho! Até para os Açores me querem mandar. Não tenho nada contra os Açores, até tenho muita curiosidade em conhecer, mas convenhamos, agora não me dá particular jeito. Sobretudo se o bilhete não tiver data de regresso…
Ò Férias, onde andas tu?
Não voltarei a fazer o mesmo, por muito que a língua me tente atraiçoar. Aprendi a minha lição. A sério que sim. Estou aqui a escrever com a alma em sangue com os remorsos que me mordem…
Vou, doravante, seguir os ensinamentos destes dias…
Eu nunca, mas nunca e volto a repetir, nunca mais…
…aviso que vou entrar de férias.
Bolas (para não sair das cabeludas) que tem sido um ver se te avias de trabalho! Até para os Açores me querem mandar. Não tenho nada contra os Açores, até tenho muita curiosidade em conhecer, mas convenhamos, agora não me dá particular jeito. Sobretudo se o bilhete não tiver data de regresso…
Ò Férias, onde andas tu?
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