sábado, 17 de março de 2007

Momentos meus

Olho para trás, olho para mim e vejo que a vida é feita de uma sucessão de momentos. Uns bons, outros maus, alguns escritos a tinta indelével, outros em anéis de fumo que desaparecem ao fim de algum tempo. Mas todos eles fazem de mim o que sou. Nem sempre a vida sorri, nem sempre sou capaz de a cantar, e nem sempre sou capaz de a chorar quando é chegada a altura. Há alturas em que simplesmente me apetece estar quieta no meu canto e deixar o mundo a girar sozinho… fechar os olhos e em nada pensar…deixar-me ficar assim…sossegada…

(www.olhares.com)

quarta-feira, 14 de março de 2007

Time out

É nas alturas de maior actividade que noto que já não tenho a frescura de outros tempos... Ao ritmo de trabalho frenético, junta-se o stress para cumprir os impossíveis e uma voltinha diária a Lisboa, com regresso a horas impróprias. Junte-se a necessidade de cumprir outras tarefas e tentar organizar minimamente o caos em que mergulhou a minha normalidade e obtem-se uma sucessão de noites bem pequeninas... O que o cansaço não quebrou é derrubado pelo sono...
Resumindo: estou rota...
Vou andar por isso mais ausente... mas volto!!!

segunda-feira, 12 de março de 2007

Eu, o gaijo, o Euromilhões e a vida

O meu gaijo tem uma forma peculiar de ver esta questão: enquanto jogarmos no euromilhões existe a possibilidade de nos sair. Continuamos a acreditar e jogamos, mas não ficamos triste por não termos prémio… Era bom…Era muito bom…
Também no resto ainda não chegou a nossa hora. Mas continuamos a tentar…e diga-se de passagem que as probabilidades de nos sair a sorte grande são muito maiores…resta voltar a fazer novas apostas.

(Maganita, S. Barnabé, Março 2007)

sexta-feira, 9 de março de 2007

Vou sonhar...


Contagiada pelas boas vibrações que emanam de todos os lados, vou deixar-me levar só um bocadinho pelo sonho…Vou pensar que o sono que sinto não se deve apenas ao cansaço físico, que a cabeça aérea e tensão baixa não se devem à fraqueza por não ter ainda almoçado e que o atraso não se deve a mais um capricho da natureza…
Vou sonhar um bocadinho…
Volto na segunda feira…

(Foto de Erik Reis www.olhares.com)

quarta-feira, 7 de março de 2007

Outras coincidências

Já repararam como a nossa vida resulta de uma série de coincidências e acasos, que se confundem intrincadamente e cujo resultado é que o estamos a viver neste momento?
Às vezes penso nas pessoas que se cruzaram na minha vida, naquelas que passaram e nas que estão presentes e constato que sou uma sortuda...
Penso na S., que quis o acaso ser nossa vizinha, colega do Gaijo e minha confidente nestas andanças à volta da maternidade… Tantas coincidências…Gostava de lhe transmitir aquele ânimo que ela sempre teve para comigo, sobretudo agora que está a passar por um momento de desalento... Será que um dia também eu vou chegar ao fundo do poço?

domingo, 4 de março de 2007

Brumas da Arrábida

Há certos momentos na nossa vida que parecem acontecer porque simplesmente têm de acontecer. São como uma estrada que temos de apanhar para nos levar a viver aquele momento especial, e só depois de ele acontecer é que tomamos consciência disso. Ontem, sem qualquer combinação prévia, fomos desafiados para fazer um percurso pedestre nocturno. Objectivo: assistir ao eclipse da lua num dos pontos mais altos da Serra da Arrábida. Nunca tinha feito nenhum nocturno, estava por isso expectante. E foi simplesmente fantástico! Caminhar por entre túneis de vegetação, as chamadas tocas de coelho (estou a lidar com alguns sentimentos de culpa porque isso vai contra a minha formação académica, mas pelo menos tratava-se de um trilho marcado…mal marcado), trepar pelas vertentes calcárias, subir pelos rill’s (ravinas) pois a inclinação era tão íngreme que só de gatas se consiga fixar pontos para subir. E depois chegar lá acima, em pleno eclipse, com o nevoeiro a toldar a paisagem e a esfumar as luzes que se viam lá longe…foi mágico! Alguém levou champanhe, outros pão, outros ainda chouriço e acabamos a escalada a comer chouriço grelhado em plena escuridão num sitio lindo, lindo, lindo.
Só tive pena que alguma preocupação com a descida não me tivesse deixado apreciar mais ainda o momento, mas acabou por correr tudo bem, apesar de nos termos perdido no regresso, mas nada como alguma adrenalina mais para fixar definitivamente este como uma noite memorável e digna de contar aos meus filhos um dia.
Hoje mal me consigo mexer, doem-me músculos que eu nem sabia que tinha, mas ninguém me tira o sorriso da cara. Por ter feito algo de nunca mais me hei-de esquecer, por ter superado sem dúvida aquilo que eu pensava serem os meus limites físicos, por ter vivido uma noite mágica, espectacular, encantada. São as minhas Brumas da Arrábida (a Marion Zimmer Bradley que me desculpe a apropriação…)


Foto de André Navega (www.olhares.com)

E. obrigado por estares aí e comigo...

quinta-feira, 1 de março de 2007

Será normal?

…o meu gaijo fazer anos e eu é que fico de ressaca?
…o gaijo perguntar-me todos os dias quando é que o “desmancha-prazeres” aparece?
Anda aqui uma maganita a tentar esquecer-se dos dias do calendário, a evitar fazer contas e anda o gaijo a trocar-lhe as voltas. Tá mal!
Para o caso de entretanto vos ter despertado a curiosidade, ainda falta muito tempo…

E obrigado pelos parabéns! E eu “reenviei-os” para o gaijo (bom…é que o meu pai pertence à velha guarda e nem sabe que a blogosfera existe…) e ele agradece-vos o gesto. É bonito…